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Minas Gerais faz história e ele primeira mulher indíGena ao Congresso

Com 101.154 mil votos, Célia Xakriabá se elege em Minas e irá compor a Bancada do Cocar em Brasília


Hoje, Minas Gerais fez história. Pela primeira vez desde a criação da nossa recente democracia, uma mulher indígena é eleita a Deputada Federal em Minas Gerais. No Brasil, apenas uma já havia chegado ao Congresso Nacional. Célia Xakriabá, do território Xakriabá, no Norte de Minas Gerais, é a mulher que vai compor a Bancada do Cocar por Minas Gerais. Eleita pelo PSOL com 101.154 mil votos, Célia também será a sucessora da deputada federal Áurea Carolina, com quem trabalhou em seus quase quatro anos de mandato. A candidatura de Célia faz parte de uma construção que surge dentro do movimento indígena, com mulheres dispostas a enfrentar as violências, o governo Bolsonaro e lutar pelo planeta, pelos territórios indígenas e mudanças climáticas. Movimento esse chamado de Bancada do Cocar e que hoje se concretiza com a eleição de Célia. “Sempre lutamos do lado de fora do Congresso. Fugir da luta não é uma opção para nós, que temos nossos territórios constantemente atacados. Decidimos então, fazer esse enfrentamento do lado de dentro, contra a bancada ruralista, contra o agronegócio, pela demarcação dos territórios indígenas e comunidades tradicionais e pelo Meio Ambiente”, afirma a futura deputada. Para Célia, é momento de comemorar essa vitória, mas também de lembrar que em mais de 500 anos, os povos indígenas foram alijados da política institucional e que a sua chegada ao Congresso representa uma vitória também contra o racismo da ausência. “Cocar no poder é floresta de pé. É ancestralidade e outro modo de pensar e fazer política. Esse é o nosso compromisso. Compromisso com a vida e com um mandato que vai fazer muito pelo nosso povo. A nossa chegada ao Congresso precisa mostrar que podemos fazer mais e que a nossa forma de pensar é o caminho para mudar o planeta. O futuro é indígena”, reafirma Célia. Célia é uma liderança que representou os povos indígenas na COP-26, participou ativamente da denúncia contra o Bolsonaro por crime contra a humanidade em Haia. É professora, mestre, e foi a primeira mulher indígena a entrar no doutorado pela UFMG. Além disso, trabalhou na Secretaria de Estado de Educação com as escolas indígenas, quilombolas e do campo e foi assessora parlamentar da deputada Áurea Carolina. Célia tem trajetória política e de luta e agora chega, preparada, para fazer política no Congresso Nacional. É Cocar no poder. Floresta de pé. Agora Minas também é de Cocar no Congresso Nacional.

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