top of page

De olho no Super El Niño, Brasil cria Sala de Situação

  • Redação
  • 22 de jun.
  • 3 min de leitura
Governo e sociedade precisam se preparar para enfrentar impactos das mudanças climáticas                                                  Foto: Alex de Jesus/Rodney Costa
Governo e sociedade precisam se preparar para enfrentar impactos das mudanças climáticas Foto: Alex de Jesus/Rodney Costa


O governo federal instalou uma Sala de Situação Interministerial para coordenar ações de prevenção e resposta aos possíveis impactos do Super El Niño, fenômeno climático previsto para atingir diversas regiões do Brasil a partir de julho.


A iniciativa é liderada pela Casa Civil e conta com a participação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), além de outros órgãos federais.


Durante entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", transmitido pelo Canal Gov, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou, nesta quinta-feira (18), que o país está mobilizado para enfrentar os efeitos do evento climático extremo.


“O Brasil está preparado permanentemente, está em vigilância e mobilizado para dar respostas à sociedade”, destacou o ministro.


O que é o Super El Niño e quais os impactos no Brasil?

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aumento da temperatura das águas superficiais do oceano Pacífico acima da média histórica. Quando esse aquecimento supera 2°C, seus efeitos podem se intensificar em diferentes partes do mundo.

De acordo com especialistas, o Super El Niño deste ano pode provocar:

  • Secas severas na Amazônia e no Nordeste;

  • Chuvas intensas nas regiões Sul e Sudeste;

  • Temperaturas acima da média no Centro-Oeste;

  • Maior risco de queimadas no Pantanal.


Sala de Situação reúne 20 ministérios para ações emergenciais


A nova estrutura do governo federal integra aproximadamente 20 ministérios e órgãos estratégicos para monitorar os riscos e coordenar respostas rápidas em situações de emergência.


Entre os participantes estão as Forças Armadas, Polícia Federal, Ibama e ICMBio, além de governos estaduais e municipais. O objetivo é garantir uma atuação conjunta diante de eventos climáticos extremos.


Além disso, instituições técnicas como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) fornecem informações em tempo real para auxiliar nas decisões.


Governo reforça planos de contingência e prevenção


Segundo Waldez Góes, o sucesso das ações preventivas depende de planos de contingência ativos e do preparo das comunidades que vivem em áreas de risco.


O governo orienta que municípios realizem ações antecipadas, incluindo:

  • Sinalização de rotas de fuga;

  • Estruturação de abrigos públicos;

  • Capacitação das equipes locais;

  • Campanhas de conscientização da população.

  • A estratégia também envolve escolas, igrejas, veículos de comunicação regionais e lideranças comunitárias para ampliar o alcance das orientações.


Defesa Civil Alerta envia avisos diretamente para celulares


Uma das principais ferramentas já utilizadas é o sistema Defesa Civil Alerta, que envia mensagens emergenciais diretamente para os telefones celulares das pessoas localizadas em áreas de risco.|

O serviço funciona sem necessidade de cadastro prévio e independe do pagamento da conta telefônica. Quando acionado, o alerta aparece na tela do aparelho mesmo que o usuário esteja utilizando aplicativos ou assistindo vídeos.

Os avisos são classificados em dois níveis:

  • Alerta severo. Emitido quando há risco elevado e tempo suficiente para que a população se prepare e adote medidas preventivas.

  • Alerta extremo. Determina evacuação imediata da área afetada e deslocamento para locais seguros ou abrigos indicados pelas autoridades.

De acordo com o ministro, o uso da ferramenta segue critérios rigorosos para evitar o excesso de notificações e preservar sua credibilidade junto à população.

Cultura de prevenção é prioridade diante das mudanças climáticas

Ao final da entrevista, Waldez Góes defendeu a consolidação de uma cultura de prevenção e gestão de riscos no Brasil. Segundo ele, governos, empresas e cidadãos precisam estar preparados para responder rapidamente aos eventos climáticos extremos.

Uma das medidas recomendadas é a realização periódica de simulados de evacuação em municípios mais vulneráveis a desastres naturais.

A liderança local - prefeituras, escolas, igrejas, imprensa regional e comunicadores locais - deve garantir que as rotas de fuga estejam devidamente sinalizadas e que os abrigos públicos estejam estruturados, antes da ocorrência de desastres climáticos.

Para o ministro, a população deve conhecer os protocolos de emergência e seguir imediatamente as orientações emitidas pela Defesa Civil.

“Se uma autoridade emite um alerta, ele deve ser respeitado. O cidadão precisa conhecer, participar e aprender a lidar com essas situações”, concluiu.

 
 
 

Comentários


logomarca mandato Célia Xakriabá
bottom of page
google-site-verification=y0QruS9QNBBq4CIO39mZwikVAbLY2UV0T6PKRCB9xPw